O Refúgio

De adolescente a adulta

Friday, December 29, 2006

Desprevenidos?

Porque é que só nos acontecem as coisas quando menos esperamos? As desilusões e também as alegrias por vezes apanham-nos totalmente desprevenidos. Esperamos por algo durante muito tempo e depois quando finalmente decidimos desistir eis que acontece!
Digo isto porque acho que está algo a acontecer-me, não algo de que estivesse à espera ou que quisesse que acontecesse, mas apanhou-me completamente desprevenida. Acho que estou a começar a sentir algo pelo Orlando. Aliás, acho que já sinto algo por ele... Nada de grande, nem sequer "médio", se é que os sentimentos podem ser quantitativos. Isto é mau, muito mau. Ele tem namorada e, como já tinha dito, a Marta anda de olho nele, toda a gente sabe disso. De facto só ele é que não viu ainda que ela está a tentar atraí-lo para a sua rede... Não era suposto isto estar a acontecer... Por um lado a minha cabeça diz-me que devo afastar-me dele por algum tempo para que esta semente que já está dentro de mim não cresça, mas por outro lado, o meu coração diz-me que devo arriscar porque não se deve fugir ao amor e estar apaixonado é o melhor que há no mundo, apesar de se sofrer. E ai está a questão. Se eu for avante com isto e deixar os sentimentos tomarem conta de mim vou passar por sofrimento porque ele é comprometido e nada me garante que vai gostar de mim como eu gosto dele. Há uma vozinha na minha cabeça que diz que ele pode gostar da namorada mas pode vir a gostar mais de mim e perceber que prefere ficar comigo do que ficar com a namorada mas já me iludi uma vez e tenho medo de me estar a iludir novamente. Afinal de contas ele não me fez promessa nenhuma e nem dá sinais de eu poder vir a ser mais do que uma simples amiga. No início ainda tentei negar, pensava que não podia estar a acontecer, era apenas impressão porque a Mariana e a Lúcia deram de dizer que eu gosto dele e ele de mim (na brincadeira é claro, se bem que a Lúcia começa a levar as coisas um pouco mais a sério) mas agora é impossível mentir mais a mim mesma. Numa das últimas aulas da semana que tivémos, estávamos a ver um filme quando a Marta se começou a meter descaradamente com ele. Pouco depois, quando já estava um bocado farto daquilo tudo ele foi para a fila de mesas mais lá à frente da sala e passados dois minutos ela já estava a ir ter com ele para continuar a provocá-lo. Foi aí que senti algo estranho, como que uma pontada de ciúme. Foi nesse instante que percebi que estava realmente a acontecer.
Sempre defendi que não se deve fugir do amor mas agora que estou neste porto não sei se hei-de embarcar ou ficar em terra. Se me atirar de cabeça posso sair magoada e não sei se já estou preparada para lutar pelo amor que sinto por alguém e se não estiver vai acontecer o mesmo que aconteceu no ano passado e depois vou estar sempre a pensar no que poderia ter sido se eu tivesse tido a coragem e vai tudo recomeçar de novo... Ou talvez não. Talvez seja diferente desta vez.
O amor tem estranhas maneiras de se fazer notar e aparece quando menos se espera, isso é certo, mas quando aparece é muito difícil fugir ou evitá-lo porque ele sabe exactamente quem é o seu alvo. Sinto uma atracção por esse sentimento desde que me afectou pela primeira vez a sério. É maravilhoso amar ou simplesmente estar apaixonado por alguém! Isso faz com que o mundo pareça melhor e com que ganhemos uma nova maneira de encarar o dia a dia com um optimismo reforçado e uma alegria rejuvenescedora! Não há nada melhor do que estar apaixonado excepto, é claro, se a nossa paixão for por alguém que também nos ama.

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